Não sou o homem que deveria ser

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. (1 Co 13.11)

Costumo dizer que nossa sociedade se transformou no que é porque os homens deixaram de ser homens – não me entendam mal, estou falando daqueles que “esqueceram” de amadurecer.

Nas escrituras e em muitas civilizações havia esta noção de que o macho ou era um menino ou era um homem. Não há muitos jovens que gostam de ser chamados de meninos. Então, havendo apenas duas opções, um jovem iria se esforçar para se tornar um homem, pois não quer ser um menino. Mas esta falsa ideia de “modelos evolucionários” trouxe uma terceira categoria: adolescentes.

Então agora quando um garoto atinge a idade de onze, doze anos, ele é chamado de adolescente. E é dito a ele que ele tem que se auto-descobrir, buscar autonomia, ser rebelde, etc.

Mas a Bíblia não ensina que exista um período assim. E esta fase é perfeita para o cara preguiçoso, que quer experimentar os privilégios de um homem, mas não quer assumir as responsabilidades de um homem, e continua agindo como um menino, até a idade de trinta anos. A responsabilidade primordial de um homem santo é gerar homens santos. A responsabilidade primordial de um pai é investir sua vida, a todo custo, para criar seus filhos, de maneira que eles cheguem a idade de 17 ou 18 anos e possam assumir o título de homem. [1]

Já não basta que nossa cultura nos ensine, erroneamente, que podemos viver sem assumir responsabilidades (alguém lembre da redução da maioridade, pfvr!), ainda temos aqueles que medem sua masculinidade pela quantidade de garotas   quem beijam numa noite; aqueles que tem como característica masculina  palavras torpes; bebidas alcoólicas sem moderação; desejo constante por toda mulher que veem passar ao seu lado; pornografia e tantas outras coisas que foram tomadas como características de um homem de verdade, porém, que decorrem de uma vida de “diversão” constante, mas sem responsabilidade.

O pior de tudo é ver homens cristãos sendo influenciados por esse tipo de conduta. Abandonando, sem pensar duas vezes, o padrão daquele a quem chamam por Senhor.

Não estamos nos preparamos para sermos os homens que nossa sociedade precisa. Damos mais importância aos nossos prazeres pessoais carnais – também conhecidos como PECADO -,  percorremos uma vida de imaturidade e irresponsabilidade. Muitos querem casar com a mulher de Provérbios 31, mas não estão preocupados em ser o homem que essa mulher merece ter.

Desde o Gênesis Deus deu ao homem responsabilidade (Gn 2.15), lhe deu ordem (Gn 2.16-17), lhe deu uma esposa para cuidar e amar (Gn 2.23-24).

Mas o homem desobedeceu a Deus e abandonou a lei que dizia “não comas do fruto desta árvore”. O homem deu ouvidos a sua esposa que, por sua vez, deu ouvidos a serpente. E tudo mudou.

Mesmo assim, após a queda, não foi a mulher a quem Deus procurou para cobrar responsabilidade, mesmo esta tendo feito o homem pecar. Foi ao homem, a este lhe cabia o dever de cuidar de sua esposa e impedir que desse ouvidos a serpente (Gn 3.9).

Então o homem foi expulso do Éden por causa do seu pecado (Gn 3.23-24).

Mas a história na acaba aqui. Sinceramente, desde o princípio, eu fico chocado com a misericórdia de Deus. Mesmo após tamanho pecado, Deus tem um plano de redenção para o homem. Onde, desde de então, o grandioso Deus, nos promete seu Cristo (Gn 3.15).

E é nesta esperança que me agarro em busca de ser um homem melhor. É no Jesus que veio e que voltará que ponho minha esperança. Não o tenho apenas como um bom padrão moral, não apenas com um cara legal com ensinamentos bacanas. Não. O tenho como meu salvador. Pois, sou incapaz de ser o homem que deveria. Incapaz de amar como eu deveria amar (Rm 3.10-11). Mas, pela graça de Deus, não estou conformado em ser levado pela maré (Rm 12.1-2).

A lei de Deus expõe meu pecado (ler Rm 7).

Homens, voltem as Escrituras! Masculinidade não está baseado em cumprir nossos desejos carnais, mas em obedecer a lei do Senhor.

Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado. (Rm 7.24-25)


REFERÊNCIAS

[1] HOMENS PIEDOSOS: A perda da masculinidade nos nossos dias.

22 anos, nordestino da Paraíba, membro da IPBE (Igreja Presbiteriana do Bairro dos Estados), casado com a Narayanne e estudante de Gestão Comercial. Um rapaz que acredita que as duas maiores realizações de um homem são: Ser um ótimo marido e um bom pai.

2 comentários em “Não sou o homem que deveria ser

    1. Nameless, tudo bom? Sim, meu querido. A masculinidade bíblica se estende a todos os homens, não somente aos casados. Tanto que o mais ideal é que os pais ensinem seus filhos desde bem jovens a se tornarem homens segundo as Escrituras para que, quando casarem ou mesmo que escolham o celibato, saibam ser homens que honrem a Deus.

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