Maridos, amem suas esposas!

Há tempos que penso no amor não apenas como um sentimento, mas como uma atitude. E podemos ver claros exemplos bíblicos que nos revelam essa verdade.

Se você está casado, ou irá casar em breve, deve saber que está unindo-se ou se unirá com alguém por quem deve estar disposto a dar, literalmente, sua vida.

As palavras do Apóstolo Paulo são as seguintes:

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela…” (Ef 5.25)

Para que possamos amar nossas esposas como Cristo amou Sua igreja, precisamos primeiro entender o que foi a Sua morte.

O autor puritano Arthur W. Pink diz:

“A morte de Cristo, o Filho de Deus encarnado, é o evento mais notável em toda história. Sua singularidade foi demonstrada em diversas formas. Séculos antes que acontecesse, foi predita com uma surpreendente riqueza de detalhes, por aqueles homens a quem Deus levantou em Israel para guiar os seus pensamentos e esperanças a uma revelação mais completa e mais gloriosa de Si mesmo. Os profetas de Jeová descreveram o Messias prometido, não somente como uma pessoa de alta dignidade e como alguém que executaria milagres abençoados e maravilhosos, mas também como alguém que deveria ser “desprezado e rejeitado entre os homens”, e cujas lutas e angústias deveriam ser terminadas por uma morte de vergonha e violência. Adicionalmente, eles afirmaram que Ele deveria morrer, não somente sob sentença e execução humanas, mas que ‘… ao Senhor agradou moê-lo, fazendo enfermar’ [Isaías 53:10], sim, que Jeová clamaria, ‘Ó espada, desperta-te contra o Meu Pastor, e contra o homem que é Meu Companheiro, diz o Senhor dos Exércitos. Fere ao Pastor…’ [Zacarias 13:7].”

 

“Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja.” (Ef 5.32)

O casamento como representação do amor de Deus pela igreja 

Paulo coloca o casamento num patamar tão importante e elevado que o tem como representação do amor de Cristo por sua igreja!

Longe do machismo secular, do feminismo e da “sensibilidade-masculina”, temos que olhar pro Filho de Deus e tê-lo como padrão de masculinidade e liderança. Um padrão impossível de ser alcançado no presente momento. Não somos os homens deveríamos ser, mas, pela graça de Deus, um dia seremos.

Pensa-se muito em liderança, em ser o provedor do lar, mas não esqueçam, homens, que não apenas somos os provedores materiais de nossas esposas. Cuidamos, inclusive, de suas vidas espirituais. Somos pastores! E o amor que nos leva a amar, a saber, o amor de Cristo, possivelmente, nos levará à morte.

Olhando para Cristo temos não somente a plena convicção e imagem da real masculinidade, mas também a esperança que podemos prosseguir na batalha de ser o homem que deveríamos. Cristo nos dá essa esperança!

Sabe quando Jack, no filme Titanic, colocou Rose sobre o pedaço do navio, buscando preservar a vida de sua amada e acabou morrendo congelado? É exatamente isso que devemos estar dispostos a fazer.

Estamos cercados pela mentalidade secular onde se diz que é “cada um por si”, onde o “até que a morte os separe” foi abandonado. Mas as Escrituras Sagradas nos exortam exatamente o contrário! A vida de suas esposas são responsabilidade suas, homens! E se esse matrimônio acabar antes que a morte os separe, você falhou.


REFERÊNCIA

PINK, Arthur W. A Satisfação de Cristo – Estudos na Expiação. Disponível em:< http://www.monergismo.com/textos/expiacao/satisfacao_pink_livro.htm >. Acesso em 14 maio de 2016.

2 comentários em “Maridos, amem suas esposas!

Deixe uma resposta