Todo aperreio coopera para o nosso bem

A vida parece mesmo uma montanha-russa. Vamos caminhando muito bem e, de repente, algo nos tira o ânimo. Caminhamos da alegria à tristeza tão rapidamente, por vezes tranquilos e tão logo estressados. Que confusão de sentimentos dentro de uma confusão de situações.

Seja por uma perda familiar, seja por uma despedida temporária, ou não, um dia estressante no trabalho, nota baixa, demissão… Quanta coisa nos aperreia. Tanta coisa! A lista é imensa.

Mas o que tem me deixado tranquilo nesses dias ‘maus’ são as palavras de Paulo aos Romanos:

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

 (Rm 8:28)

Estava num dia daqueles no trabalho, centenas de coisas pra fazer, muita cobrança, muito problema pra resolver, um aperreio só. Suspirei profundamente, quando meu colega de trabalho olhou pra mim e perguntou: “Muito estressado, Éverson?” “Demais”, respondi, “Tem sido dias muito estressantes. Mas eu sei que todo esse aperreio contribui pra o meu bem. É Deus me santificando.”

Saber que todas as coisas – todas, inclusive as que considero ruins, cooperam para meu bem, me dá ânimo para prosseguir. Pois Deus, que de tudo sabe, nos predestinou para sermos conformes à imagem do Seu Filho Jesus.

 Toda nossa leitura, oração, toda nossa teologia tem que ser posta em prática em nossa vida cotidiana. A forma que iremos reagir a cada situação importa muito. Podemos nos desesperar, jogar a toalha, desistir, mas também podemos entender que todas as coisas, de alguma maneira, contribuem para nosso bem. Que Deus é Soberano.

Essa é a vida cristã: é viver aperreado, mas tranquilo; temerosos em nós, mas confiantes em Deus.

Concluo com a palavras de A. W. Pink:

“Deve-se, porém, dizer com muita ênfase que o coração humano só pode descansar na bendita verdade da absoluta soberania de Deus e desfrutar dela na medida em que se exerce fé. A fé sempre se fixa em Deus. Essa é a sua natureza; o que a distingue da teologia intelectual. A ‘fé permanece firme como quem vê aquele que é invisível’ (Hb 1:27); persevera no meio das decepções, das necessidades, das angústias de coração que a vida oferece, reconhecendo que tudo provém da mão dAquele que é sábio por demais para errar e por demais amoroso para ser cruel. Porém, enquanto nos preocupamos com qualquer coisa que não seja o próprio Deus, não haverá descanso para o coração e nem paz para a mente. Quando, porém, recebemos tudo que nos advém na vida como proveniente de sua mão, sejam quais forem as nossas circunstâncias ou o nosso ambiente – seja num casebre ou num cárcere, ou no madeiro do mártir – teremos a capacidade de dizer: ‘Caem-me as divisas em lugares amenos’ (Salmo 16:6). Essa é a linguagem da fé, e não da vista, ou a dos sentidos.”


REFERÊNCIA

PINK, Arthur W. A Soberania de Deus. Monergismo. Disponível em: < http://www.monergismo.com/textos/soberania_divina/deus_soberano_pink.htm >. Acesso em: 08 de junho de 2016.

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