Nada me faltará – Parte I

Muitas vezes, olhando para nossas vidas, somos tentados a acreditar que ainda está faltando alguma coisa. Um sonho que parece que nunca vai se realizar, pedidos sussurrados, constantes em nossas orações, ainda não atendidos. Somos tentados e, com mais frequência do que gostaríamos, caímos em ansiedade, descontentamento e insatisfação com a providência do Senhor em nossas vidas, amargura, angústia… Não é à toa que Salomão, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou que “A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida.” (Pv 13.12)

Entretanto, para a alma desfalecida, o Senhor é a força, conforme testemunha Asafe no Salmo 73, versículo 24: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.” Na Palavra de Deus temos uma promessa profundamente reconfortante, em nada ilusória, mas totalmente real. Uma espécie de princípio, o precioso ensino de que o Senhor é quem supre todas as nossas necessidades, nos dando tudo de que precisamos.

A maior e mais profunda necessidade

Isso é uma verdade primeiramente porque o próprio Deus é a nossa principal necessidade: a restauração da aliança com o Deus Criador, rompida devido ao pecado de Adão. “Todo homem tem dentro de si um vazio do tamanho de Deus.”, afirmou sabiamente Fiódor Dostoiévski, e é somente através da reconciliação promovida pelo sacrifício substitutivo de Jesus Cristo que podemos ter novamente paz com Deus, um relacionamento íntimo com nosso Pai Eterno, e o suprimento daquilo de que mais precisamos.

Podemos ver o favor imerecido do Senhor Jesus e nossa profunda necessidade no gracioso convite de João 7.37 e 38: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” Somos almas sedentas de mais de Deus, necessitados que buscam água (intimidade com o Altíssimo). A notícia maravilhosa é que Ele promete nos satisfazer nEle mesmo, nos dar vida em abundância. Aos necessitados Ele responde: “eu o SENHOR os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei.” (Is 41.17).

E as outras necessidades?

E quanto às necessidades relativas a essa vida, coisas de que precisamos além dEle mesmo? O Senhor também conhece cada uma delas e certamente as suprirá! Encontramos essa verdade no discurso de Jesus em Mateus 6, quando o Mestre nos fala do cuidado providente de Deus em dar alimento às aves e em vestir lindamente os lírios do campo. Cristo questionou seus ouvintes, ao mesmo tempo em que os repreendeu e encorajou a descansar no Pai Celeste:

“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. […] Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.25 a, 30-32).

Essa segurança maravilhosa também está nas palavras do apóstolo Paulo em Filipenses 4.19: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” Diante de um Deus tão amável e provedor, seus filhos deveriam sempre estar gratos e reconhecer a cada instante cada benevolência concedida. Todavia, não é sempre assim conosco e também não o foi com o povo de Israel.

[CONTINUA]

Colunista. 20 anos, pernambucana, membro da Igreja Presbiteriana de Areias, em Recife e estudante de Direito. Uma sonhadora que permanece com os pés no chão graças à Palavra de Deus.

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