Descanso à vista!

Imagine toda a opressão que o povo de Israel sofria nos dias que Cristo veio a Terra. Os doutores da Lei fizeram dos mandamentos do Senhor algo opressivo e extremamente penoso. Estavam sob o domínio do Império de Roma que exigia o pagamento de impostos altos e abusivos. E lá estava Jesus fazendo um doce convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados.” O povo já oprimido pelo contexto religioso e político ainda demorava a compreender qual era seu maior opressor e dominador: o pecado. Cristo, sublimemente, promete: “e eu vos aliviarei.” Não era a libertação de Roma que ele propunha. Não era o fim do poder e da hipocrisia dos líderes religiosos. Mas era o alívio que resultava da libertação do pecado.

“Tomai sobre vós o MEU jugo”. “Jesus não oferece independência, mas um jugo diferente”. “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Não é o jugo pesado do legalismo, onde você tenta dia após dia conquistar a salvação por méritos próprios e falha miseravelmente em todas as tentativas. Não é um fardo da religiosidade que por sempre exigir uma aparência impecável, corrói o interior aos poucos. Não é o jugo do pecado que aprisiona e gera sofrimento ainda que nos faça acreditar que somos livres porque fazemos “o que bem entendemos”. Mas é um jugo suave. Um jugo que carregamos por termos sido livrados dos fardos anteriormente citados. O jugo que representa a responsabilidade que é ser discípulo de Cristo, mas que é leve por ser “administrado por um Pastor que deseja um relacionamento pessoal, mais do que a dureza impessoal da lei separada de quem dá a lei.”

Somos convidados, agora, não mais a, simplesmente, obedecer uma lista de regras de “pode ou não pode”. Somos convidados agora a ir até Cristo. “Vinde a mim”. A nos relacionarmos e aprendermos diretamente com ele: “Aprendei de mim”. E assim, finalmente, descansarmos: “achareis descanso para a vossa alma.” Quem diria que o Deus Todo- Poderoso permitiria tal intimidade com o ser humano pecador, culpado e transgressor? Quem diria que Ele nos convidaria para uma aproximação tão profunda? Quem diria que Ele mesmo nos aliviaria da culpa, do medo, do cansaço e da sobrecarga?

Ninguém. Nenhum ser humano era capaz de imaginar tamanha perfeição e amor. “Vinde a mim… Porque sou manso e humilde de coração… Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve…” Como resistir a tão terno chamado? Não há como. Se Cristo te chama, não hesite, vá! E encontre N’Ele descanso.

22 anos, estudante de ciências biológicas, pernambucana. Congrega na Igreja Presbiteriana dos Guararapes. Vê na escrita uma maneira de servir ao Reino.

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