Meditações sobre como andar com Deus (Lewis Bayly)

Revisado por: Vanessa Lima

Esboço de Meditações sobre como andar com Deus o Dia todo, como Enoque, um capítulo da Obra de Lewis Bayly: A Prática da Piedade 

 

Este texto é um esboço/resumo de importantes pontos do capítulo Meditações sobre como andar com Deus o Dia todo, como Enoque, da obra A Prática da Piedade, do puritano Lewis Bayly.[1]

Considere algumas orientações para que você, de maneira prática, no uso de meios, ande com Deus. E isso em três áreas: (1) quanto a seus pensamentos; (2) quanto a suas palavras; (3) quanto aos seus atos.

Quanto a seus pensamentos:
  1. Tenha o cuidado de suprimir todo pecado no primeiro movimento. Cuide que o pecado seja um estranho para o seu coração, não um morador familiar;
  2. Não deixe que sua mente se alimente de alguma imaginação que lhe seja inexequível, ou que não lhe seja proveito realizar; pelo contrário, pense nas importantes questões da vida (a vaidade, a morte, o juízo, o inferno, o céu) para tirar proveito;
  3. Não queria suprir seus desejos sempre, antes, aprenda a negar a si mesmo; considere sempre o fim, antes de praticar esta ou aquela ação;
  4. Empenhe-se diariamente em enxergar cada vez mais a sua miséria através da sua incredulidade, do seu amor-próprio e das suas voluntárias infrações das leis de Deus;
  5. Quando você se interessar pela salvação da sua alma, não viva mais em nenhum pecado voluntário; conscientemente, evite todo pecado conhecido, pois a fé verdadeira e o propósito de pecar nunca podem estar juntos;
  6. Tenha o cuidado de não ostentar popularidade obtida por adulação – o fim disso nunca é bom. Prefira mostrar competência, não iminência. Feliz o homem que nesta vida é menos conhecido do mundo, dado que ele conhece verdadeiramente Deus e seu próprio ser;
  7. Não dedique mais pensamento às coisas do mundo do que realmente necessita para o desempenho dos deveres da sua posição e para a manutenção dos seus bens. Veja, porém, que o seu cuidado seja maior pelas coisas celestes do que pelas terrestres, e que se entristeça mais por uma desonra feita a Deus do que por qualquer injúria feita a você;
  8. Quanto mais outras pessoas o recomendem por um excelente ato que você praticou, mais humilde seja em seus pensamentos. Não alardeie os vãos elogios dos homens;
  9. Não considere pequeno nenhum pecado. A maldição de Deus aplica-se com justiça ao menor deles, e o menor o teria condenado, se o Filho de Deus não tivesse morrido por você;
  10. Pense com frequência na brevidade da sua vida, e na certeza da morte. Prefira uma vida virtuosa a uma vida longa.
 Quanto a suas palavras
  1. Lembre-se que você responderá por toda palavra ociosa que disser; portanto, evite todo tipo de conversa tediosa e ociosa. Sejam poucas as suas palavras, e que sejam cautelosas;
  2. Cuide para que o seu coração e sua língua andem juntos e ambos expressem honestidade e verdade; e procure sempre distinguir entre aquele que ofende por fraqueza, ou sem querer, e aquele que ofende maldosamente e de propósito. Tenha piedade do primeiro, e que receba justiça o segundo;
  3. Mantenha a sua linguagem tão limpa de toda obscenidade como deseja que sua comida esteja sem veneno. E que a sua conversa seja revestida de graça;
  4. Tenha o cuidado de não acreditar em tudo o que lhe dizem, e de não dizer tudo o que ouve;
  5. Não zombe da fraqueza alheia; lembre-se da sua própria;
  6. Não se alegre com algum fracasso do seu inimigo. Alegre-se mais por ver o pior homem corrigir-se, do que por vê-lo castigado;
  7. Quando a glória de Deus ou o bem do seu próximo o exigir, ou seja, em todo tempo, fale a verdade;
  8. Sempre considere bom amigo aquele que lhe diz em segredo e com franqueza os defeitos e falhas que vê em você. Acate censuras justas e, as injustas, considere para reflexão a fim de não cair nos injustos pecados dos quais você é acusado;
  9. Não fale nada sobre Deus a não ser com temor e com reverência;
Quanto a seus atos
  1. Não faça mal algum, ainda que possa fazê-lo para punir alguém, pois Deus não deixará que o pecado, do qual não houve arrependimento, escape de merecida punição. Nem faça nada sem ser chamado, nem em sua vocação, enquanto não se aconselhar com a Palavra de Deus sobre se é lícito, e orar pedindo a Deus bênçãos para seu esforço;
  2. Quando você for tentado a praticar algum ato mau, lembre-se de que esse mal que você intenta praticar está em Satanás;
  3. Tendo meios legítimos, tenha o cuidado de não confiar mais neles do que em Deus. […] Não pense em prosperar fazendo uso de meios que Deus amaldiçoou;
  4. Enquanto você tiver Deus como seu amigo, não precisa temer quem é seu inimigo, pois, ou Deus fará com que o seu inimigo se torne seu amigo, ou o refreará para que não o fira.
  5. Dê a cada um a honra que cabe à sua posição, mas honre o homem mais por sua bondade do que por sua grandeza. Seja sempre grato caso algum homem se faça benefício, tanto a este homem quanto, principalmente, a Deus. Ore a Deus em favor dele;
  6. Não se orgulhe dos bens externos deste mundo, sejam quais forem, nem de dons espirituais internos, sejam quais forem; e seja aos olhos de Deus, que vê o seu coração, a mesma coisa que você parece ser aos olhos do homem, que vê o seu rosto;
  7. Note bem os terríveis fins de homens notoriamente maus, para repudiar suas más ações; note bem a vida dos piedosos, para imitá-la, e seu bem-aventurado fim, para que este o console;
  8. Empenhe-se em governar os que estão sob sua autoridade mais pelo amor do que pelo temor, pois a regra do amor é fácil e segura, mas a tirania é sempre acompanhada de preocupação e terror;
  9. Lembre-se que a justiça faz o magistrado assemelhar-se a Deus, então, em uma causa, ouça todas as partes e não se incline a nenhuma por afeto ou ódio, mas julgue com justiça.
  10. Não faça de nenhum tipo de recreação uma ocupação. O mais longo uso do prazer é curto, mas as penas do prazer usufruído com abuso são eternas. Portanto, faça uso de recreação legítima na medida em que ela o torne mais apto no corpo e na mente para realizar mais alegremente o serviço de Deus e os deveres de sua vocação.
Comentário

Este é um esboço/resumo simples. De forma alguma substitui a profundidade das completas exortações com seus argumentos, ilustrações e, acima de tudo, com os textos bíblicos trabalhados. Portanto, tal texto, é uma “amostra grátis” para que você saboreie da obra que é extraordinária.

Particularmente, dou o testemunho que, sou um homem diferente depois da leitura desta obra. Não que ela tenha o poder transformador que pertence somente a Palavra, mas sim, em sua exposição, Bayly traz aplicações tão práticas para o dia a dia, tornando a piedade clara para um jovem inexperiente.

Caso você tenha interesse em adquira-la, procure na livraria evangélica mais próxima de sua casa, ou pelo site da Shedd Publicações. Que a obra também lhe seja uma leitura proveitosa.


[1] BAYLY, Lewis. A prática da piedade. São Paulo: PES, 2010.

Casado com Narah Vicente. Bacharel em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Bacharelando em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (SPN). Pós-graduado em Teologia Pastoral pelo SPN. Especializando-se em pregação expositiva pela Organização Pregue a Palavra. Membros da Igreja Presbiteriana Marinas Praia Sul (Natal-RN) e, atualmente, congrega, como seminarista, na Igreja Presbiteriana da Aliança (Recife-PE). “Cristo é meu e eu sou dEle, por Sua Aliança” (Joseph Alleine).

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